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Supremo Tribunal Federal mantém prisão de Padre Egídio, acusado de desvio milionário no Hospital Padre Zé

A decisão foi tomada por maioria, com os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Luiz Fux acompanhando o voto da relatora Cármen Lúcia, que negou o recurso da defesa do sacerdote

Por Fernando Alencar

05/04/2025 às 10h14

Padre Egídio (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira (4), manter a prisão domiciliar do Padre Egídio de Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé. A decisão foi tomada por maioria, com os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Luiz Fux acompanhando o voto da relatora Cármen Lúcia, que negou o recurso da defesa do sacerdote.

Padre Egídio é acusado de liderar uma organização criminosa que desviou milhões de reais do Hospital Padre Zé, em João Pessoa. Ele está em prisão domiciliar desde abril de 2024, após passar por um procedimento médico.

A ministra Cármen Lúcia negou o recurso da defesa, citando a gravidade dos crimes investigados. Em seu parecer, ela destacou a “periculosidade do recorrente” e a necessidade de “desarticular a organização criminosa” para evitar a reiteração dos crimes.

Relembre o caso

Em 18 de setembro de 2023, Padre Egídio denunciou o furto de celulares doados ao Hospital Padre Zé pela Receita Federal, apontando o ex-funcionário Samuel Rodrigues como suspeito. Após a denúncia, o padre renunciou à direção do hospital. A Polícia Civil investigou o ex-funcionário, que chegou a ser preso, mas depois foi liberado.

As investigações posteriores revelaram um esquema de desvio de recursos do hospital, no qual o Padre Egídio é apontado como líder. São desvios milionários e a compra de bens de luxo, como por exemplo um fogão avaliado em R$ 80 mil. A decisão do STF mantém a prisão domiciliar do padre enquanto o processo continua em andamento.

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